A Presidente da OAB/NH, Regina Abel, acompanhada do presidente da Comissão de Direitos Humanos da Subseção, Jorge Tatim, compareceu na manhã do último sábado (20/08) à Central de Polícia de Novo Hamburgo. A Ordem foi convidada a comparecer em virtude do agravamento do problema de superlotação de presos no estabelecimento.
Regina alerta que as providências para solucionar o problema são urgentes. "Se chega um detento de maior periculosidade no local, podemos ter os piores cenários possíveis. O ambiente está absolutamente inseguro e inadequado, para todos os que estão ali: policiais, servidores, advogados, cidadãos e presos. Essa tensão não pode continuar. O problema está piorando e, se continuar desse jeito, isso pode acabar em tragédia", destacou. A comitiva da OAB/NH registrou fotos da situação no local.
Segundo matéria veiculada no site do Jornal NH na data de hoje, "a situação que se arrasta por dois meses está chegando ao insustentável na Central de Polícia de Novo Hamburgo. O xadrez do prédio, na Rua Júlio de Castilhos, é para os chamados presos de passagem, no prazo de 24 horas, mas há criminosos que ficam vários dias e vão se amontoando. A superlotação coloca em risco a população que vai registrar ocorrências e os próprios policiais, principalmente à noite e nos finais de semana, quando estão em menor número. No fim da noite de domingo (21), havia 13 detidos nas três celas e corredores, para quatro agentes e um delegado de plantão. A causa está na histórica falta de vagas nos presídios, que vem piorando".
Segundo o jornal, "parentes têm levado comida para diminuir a tensão, que envolve ameaças de morte entre detidos e depredações, e o cigarro foi liberado para acalmar os ânimos".
A Presidente da Subseção, em entrevista ao Jornal NH, informou que o estabelecimento chegou a ter 41 presos na sexta à noite. "Tinha uma mulher acorrentada à parede há vários dias. Estamos no papel institucional da OAB de exigir que se faça valer a lei. Está na hora do Secretário da Segurança vir aqui e apresentar uma solução", afirmou Regina. Um agente que pediu para não ser identificado desabafou: "Viramos carcereiros. O atendimento à população está ficando secundário e perigoso aqui dentro".